Medo, vergonha
incerteza, covardia
o que nos faz ausentes?
um telefonema
uma carta,
um olá...
apenas o silencio
apenas o vazio
Devaneios perdidos
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Esperar
A cada passo dos ponteiros
a cada grão de areia
a cada bater do coração acelerado
não importa.... nada importa
apenas a ansiedade da resposta,
o seu nome naquele papel
o meu sim tão aguardado
os louros de tantas lutas...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Tempestade
E por mais fortes que teus ventos sejam
Ainda que terríveis sejam suas águas
Minhas lágrimas não estarão entre elas
Pois minha força, faz-me ficar de pé ante tua fúria
E ainda que meu corpo balance, ante o cansaço
E minha mente se perca em teu véu
Ainda assim manter-me-ei de pé
Apenas quando minha força, não mais for necessária
Apenas quando o sol voltar a brilhar
Tão somente quando tua ira, tiver se findado
É que meus joelhos o solo tocarão
Minhas lágrimas correrão como rios
Somente no fim, na, abonança
É que ei de sucumbir
Vivendo
" Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher" (Renato Russo)
Tantas faces, tantos gostos,
entre tantos desgostos,
dançando, chorando
gritando ou bordando
vencendo, lutando
jamais desistindo
vivendo, rodando, vivendo
mudando, recomeçando
reinventando, sorrindo
sentada no chão olhando o céu...
nuvens passageiras,
estrelas já mortas...
brilhando....
domingo, 16 de setembro de 2012
Canarinha
Aristeu, era um adorador de pássaros, criava vários,
canários, coleirinhas, anus, e se orgulhava muito de sua criação, todos
dispostos em belas gaiolas, que ele passava horas limpando e cuidando, um a um,
como se fossem seus filhos. Conversava com eles, colocava frutas , jiló,
amoladores de bico, água mineral enfim era um zelo só.
Anastácia sempre via o pai com os pássaros e achava-os
lindos, sempre admirando a gaiola e brincando com os delicados animais,
ajudava-o a limpar o chão das gaiolas, única tarefa que seu pai lhe confiava,
visto que ela era muito pequena e ele temia que a menina deixasse os bichos
escaparem.
Um dia uma canária, a preferida de Aristeu, havia posto
ovinhos, três, e ele colocara um ninho na gaiola para que sua menina pudesse
chocar com toda a tranqüilidade e conforto que tinha direito. Ia sempre ver a
sua garota, via se estava tudo bem para o árduo trabalho de chocar. A gaiola
foi estratégicamente colocada num alto prego a cima da maquina de lavar onde
não havia riscos.
Numa tarde Aristeu precisava sair, chamou Anastácia e lhe
mostrou a canarinha com os ovinhos:
-Filha ela vai ser mamãe, os filhotinhos estão dentro dos
ovinhos, por isso não pode mexer ta?
A garotinha observou o pai, mas mais atentamente olhava os
ovinhos e concordou com a cabeça. Assim Aristeu pode sair tranqüilo para
resolver seus assuntos.
Mais tarde naquele dia, quando Aristeu retornou a casa, foi
logo ver os ovos. Mas antes que pudesse chegar a área de serviço notou que a gaiola estava
torta, já prevendo o que ocorrera gritou pelo nome de sua filha, esta vinha com
as mãos na cadeiras e com cara de brava:
- Seu mentiroso, dentro dos ovinhos não tinha nenhum
passarinho hunf!
Diante da afirmação da filha Aristeu só pode sorrir, afinal
ela não fizera movida por maldade ou desobediência, mas pela mais pura
curiosidade infantil.
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